Estou só
No ponto
Do busão
Estou só
Na noite
De lua cheia
Ouço passos
Viro-me e olho
A vejo
Aproximando-se
Um arrepio
Faz-me suar frio
Ela olha-me
E sorri
Eu a olho
E fico
Petrificado
Vestida de negro
Com um capuz
Na cabeça
Parece
A própria morte
Ela retira o capuz
Seu rosto é lindo
Agora mais calmo
Consigo sorrir
E ela me diz
Tudo bem
E digo
Tudo bem
O busão chega
Ela entra
Eu entro
Sentamos juntos
Viramos amigos
No ponto final
Há um bar
Peço uma cerveja
Ela uma caipirinha
Rimos
E eu lhe confesso
Estava com medo de você
Ela diz
E eu de você
Trocamos os números
De celulares
E ficamos de nos falarmos
O que será
Que vai rolar?
ABittar
poetadosgrilos
quinta-feira, agosto 20, 2009
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2 comentários:
Lindo,Bittar! Fica na surpresa, o que vai rolar!abração,tudo de bom,chica
Olá Bittar,
Primeiramente, Feliz Natal! Muito bonito este poema. O cotidiano que, de repente, preenche a nossa vida de beleza. Aproveito também para falar de um poema seu que vi no Recanto das Letras: "Há do verbo haver, existir...". Grandioso! Estou escrevendo sobre ele aqui porque o Recanto pede que você esteja cadastrado no site e eu não possuo cadastro lá.
Abraços e Boas Festas.
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